20 de fevereiro de 2016
CHÂTEAU MOUTON ROTHSCHILD 2007

 

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Não é todo dia que temos a oportunidade de degustar um Premier Cru. Aliás, quase nunca! Desde 1973, ano em que foi revisada a classificação de 1855, o Château Mouton Rothschild (Pauillac) ganhou o status de Premier Cru e passou a integrar a lista dos 5 Premiers Crus de Bodeaux. Com preços bastante elevados, estão entre os vinhos mais desejados do mundo.

O 2007, aqui degustado, me trouxe uma ótima experiência. Aromas intensos de frutas vermelhas escuras, tabaco e cassis com um toque spicy. Talvez o vinho mais balanceado que já degustei. Preenche a boca como um todo e traz sabores bem harmônicos. Viscoso e persistente. De médio corpo tendendo para encorpado. Excelente!




27 de setembro de 2015
CLOS DU MARQUIS 2001
Categorias: Bordeaux, França, Vinho, Wine

 

Clos du marquis pratos & rolhas

Muito perfumado com aromas de BlackBerry, groselha e baunilha. Médio corpo com taninos maduros e final persistente. O que posso dizer é que Bordeaux é sempre Bordeaux!




27 de março de 2015
LE PIGEONNIER CHÂTEAU LAGRÉZETTE 2001
Categorias: Cahors, França, Malbec, Vinho, Wine

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Um vinho de prestígio 100% Malbec que não vem de Mendoza. E pra quem não sabe, embora seja um ícone argentino, Malbec é nativa do ‘Sud-Ouest’, na França. Mais especificamente, de Cahors e seus arredores, onde a Malbec também é conhecida como Côt e Auxerrois. Na AOC Cahors, o vinho deve ser constituído com no mínimo 70% de Malbec, sendo os outros 30% composto pela aveludada Merlot e pela rústica Tannat. É a única appellation da França que não usa Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc.
Le Pigeonnier é um vinho longevo que pode ser guardado há longa data e que se aprimora mais e mais com o tempo. Tem estimativa de guarda de 2 décadas. Produzido a partir de vinhas com mais de 25 anos de idade. A safra 2001 é a mais pontuada e recebeu 95 pts de Parker e 94 pts WS.
Cor
Púrpura profundo.
Aroma
Sofisticado e complexo. Aromas de frutas vermelhas escuras com notas de baunilha e alcaçuz. Especiarias também são presentes. Bastante intenso.
Palato
Balanceado, elegante e muito bem estruturado. Taninos presentes e integrados. Notas de madeiras se misturam com frutas vermelhas e tamarindo. Um vinho com final tânico e persistente.
Um vinho que vale muito a experiência. Se tiver a oportunidade não deixe de degusta-lo.



22 de agosto de 2014
PINOT NOIR PELO MUNDO + SOBREMESA

Pinot Noir

Coldstream Hills Pinot Valley Yarra Valley 2008

Envelhecido 9 meses em carvalho francês, tem aromas intensos de cereja, framboesa e groselha com toque spicy. No palato é de médio corpo e destacam-se a groselha e a ameixa. Muito bem balanceado. Um vinho bem redondo e delicado. Uma surpresa! Pinot Noir da Austrália são raros por aqui, mas eles valem a pena. O Yarra Valley tem a maior área plantada de Pinot Noir no mundo. Embora tenha sido um desafio, a Pinot Noir encontrou um bom clima e se desenvolveu muito bem na região. Muito boa opção de Pinot Noir e de ótimo custo benefício.

Merry Edwards 2009 Russian River Valley Pinot Noir Meredith Estate Méthode à Lancienne

Uma das primeiras winemakers mulheres da Califórnia, Merry Edwards começou a sua carreira em 1974 e teve passagens pelas vinícolas Mount Eden e Matanzas Creek. Dedesenvolveu trabalhos em diversas vinícolas na Califórnia e no Oregon. Em 1997 fundou a vinícola Merry Edwards com foco na produção de Pinot Noir no vale do Russian River em Sonoma. Com aromas intensos e complexos de pimenta, amora, ameixa e florais como rosas e violeta. Toques de tabaco e baunilha. Na boca é persistente com taninos redondos e boa acidez. Balanceado e estruturado. Um Pinot Noir diferente e surpreendente. Ótima opção e excelente experiência.

Aloxe-Corton 1er Cru Les Fournières Domaine Tollot-Beaut 2010

Um Pinot Noir clássico. Aveludado com balanceamento perfeito. Aromas intensos e frutados de cereja e amora. Na boca é harmônico com toques de cogumelos.  Taninos redondos e final longo. Um 1 er  Cru que dispensa comentários. Uma opção clássica e sem erro de que será um bom vinho.

Château Ramon Monbazillac 2009

Monbazillac é uma cidade no sudoeste da França, que fica na margem esquerda do rio Dordogne, onde se produz vinhos doces. A appellation de Monbazillac cobre quase 2.000 hectares de vinhedos. São vendidos como Monbazillac apenas as uvas afetadas pela Botrytis, as não afetadas são vendidas como Bergerac (a cidade ao lado). Os vinhedos da área são de Sémillion, Sauvignon Blanc e Moscatel e são vinhos bem similares aos Sauternes. Na verdade, a diferença está na utilização da Moscatel no corte em Monbazillac. O Château Ramon Monbazillac 2009 é de coloração palha e bastante cristalino. Os aromas são cítricos de limão siciliano e maracujá com toques florais. É doce, de bom frescor e bem equilibrado.

 




2 de agosto de 2014
MAISON BERTRAND AMBROISE ÉCHEZEAUX 2007

 
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Échezeaux é uma “appellation” de vinhas Grand Cru na Côte de Nuits, sub-região da Borgonha. Mas especificamente, fica na pequena comuna de Flagey-Echézeaux. O propriedade mais famosa de Échezeaux é a Domaine de la Romanée-Conti, que para muitos o melhor vinho do mundo.

O Maison Bertrand Ambroise, 100% Pinot Nuit,  trás aromas bem intensos de flores e de frutas vermelhas. A violeta e a cereja são os aromas mais identificados com toque de pimenta. Os taninos aveludados é o que da o equilíbrio a este vinho. Bem elegante e sofisticado.

Imagino que fique a pergunta quanto as comparações do Bertrand Ambroise com o Romanée-Conti já que são tão próximos fisicamente, mas infelizmente não vou poder tecer nenhum comentário a respeito, visto que até então não tive a felicidade e o prazer de degustar um Romanée-Conti. Mas está na minha wish list. Quem sabe!