20 de fevereiro de 2016
CHÂTEAU MOUTON ROTHSCHILD 2007

 

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Não é todo dia que temos a oportunidade de degustar um Premier Cru. Aliás, quase nunca! Desde 1973, ano em que foi revisada a classificação de 1855, o Château Mouton Rothschild (Pauillac) ganhou o status de Premier Cru e passou a integrar a lista dos 5 Premiers Crus de Bodeaux. Com preços bastante elevados, estão entre os vinhos mais desejados do mundo.

O 2007, aqui degustado, me trouxe uma ótima experiência. Aromas intensos de frutas vermelhas escuras, tabaco e cassis com um toque spicy. Talvez o vinho mais balanceado que já degustei. Preenche a boca como um todo e traz sabores bem harmônicos. Viscoso e persistente. De médio corpo tendendo para encorpado. Excelente!




3 de janeiro de 2016
ADEGA SANTIAGO

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Para começar o ano de bem com a vida, escolhi como o primeiro restaurante do ano o Adega Santiago. Esta casa metade luso e metade espanhol é sempre uma boa escolha. Desta vez comecei com uma Tostada de jamon com figos que estava fantástica. Pra mim uma das grandes harmonizações da gastronomia. Dai continue com a tradicional alheira que, particularmente, adoro. Como prato principal o arroz de pato. Muito bem preparado e muito saboroso. Tudo excelente! Já a sobremesa acabei passando. O pós Natal e Réveillon não me permitiram, mas não resisti a um Moscatel de Setúbal pra finalizar. Excelente opção! Feliz 2016!!!

 

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27 de dezembro de 2015
PETR KOCARIK MORAVSKÉ ZEMSKÉ VINO HIBERNAL 2013

 

Morávia

 

Já que estava em Praga, não perdi a oportunidade de provar um vinho Checo. Este 100% Hibernal, um uva híbrida alemã fruto do cruzamento da Chancellor com a Riesling, que é plantada largamente na República Checa. Bastante resistente, inclusive ao frio. Tem mais açúcar e maior produção em relação a Riesling, mas a acidez é menor. A sua maior área plantada na República Checa é na Morávia, inclusive a origem deste vinho aqui degustado. A Morávia é a principal região produtora de vinho no país e fica ao sul, na fronteira com a Austria.
Um vinho bastante fresco e frutado com toque de passas. Um experiência que valeu a pena.




27 de dezembro de 2015
GSELLMANN MATTHIAS ZWEIGELT HEIDEBODEN 2012
Categorias: Austria, Burgenlang, Vinho, Wine

Burgland

 

Como continuei na Áustria, mantive o vinho local para o Natal. Desta vez um Gsellmann Zweigelt Heideboden 2012, que a exemplo do último também é da Burgenland, mas desta vez 100% Zweigelt, a uva mais plantada na Áustria e encontrada em todas as 16 áreas que produzem vinho no país. É uma uva altamente resistente, inclusive ao congelamento. Aroma intenso de cereja e bastante encorpado. Harmônico e com final persistente.




22 de dezembro de 2015
HEINRICH GABARINZA 2012 – BURGENLAND

 

Austria pratos e rolhas

 

Burgenland é a 2ª maior região produtora de vinhos da Áustria. Fica na fronteira da Hungria. Esta região é conhecida por produzir bons vinhos doces e alguns bons tintos. Os vinho doces, ou os Ausbruch são na sua grande maioria produzidos por uvas infectadas por Botrytis cinérea, igualmente aos seus vizinhos húngaros que fazem da mesma forma com a Tokaji Aszú e são um verdadeiro sucesso. Uvas como a welschriesling, chardonnay, traminer, scheurebe, entre outras são usadas nos vinhos doces desta região. Já para os tintos a uva predominante da região é a blaufränkisch. As outras 2 uvas da Burgenland para os tintos é a zweigelt e st. laurent, sendo que a zweigelt é um cruzamento entre ablaufränkisch e a st. laurent. Há também outras uvas internacionais que são usadas para corte. Este aqui que eu degustei é 40% Zweigelt, 30% Blaufränkisch e 30% Merlot. Um vinho intenso nos aromas de frutas vermelhas com toques spicy. A sua evolução trouxe também toques de baunilha. Harmônico e estruturado.

Sabe qual é a impressão que ficou pra mim dos vinhos da Burgenland? Cabernet franc cruzado com syrah, cruzado com malbec. Entendeu?

Detalhe: a rolha nunca tinha visto antes!

Austria p&r