9 de novembro de 2014
MEAT MARKET – MIAMI

 

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Ótima opção de steakhouse em Miami Beach (915 Lincoln Rd). Cortes tradicionais de carnes muito bem preparados pelo Chef Sean Brasel com destaque para o Rib-eye. Os acompanhamento são outro destaque. Não são criativos, mas cheio de sabores. A casa oferece também sea food, inclusive tem como opção de entrada ostras com alguns molhos que harmonizam muito bem. O brûlée de avelã para encerrar a refeição é obrigatório, mas os sorvetes também são muito saborosos.

 

 

 

 




22 de agosto de 2014
PINOT NOIR PELO MUNDO + SOBREMESA

Pinot Noir

Coldstream Hills Pinot Valley Yarra Valley 2008

Envelhecido 9 meses em carvalho francês, tem aromas intensos de cereja, framboesa e groselha com toque spicy. No palato é de médio corpo e destacam-se a groselha e a ameixa. Muito bem balanceado. Um vinho bem redondo e delicado. Uma surpresa! Pinot Noir da Austrália são raros por aqui, mas eles valem a pena. O Yarra Valley tem a maior área plantada de Pinot Noir no mundo. Embora tenha sido um desafio, a Pinot Noir encontrou um bom clima e se desenvolveu muito bem na região. Muito boa opção de Pinot Noir e de ótimo custo benefício.

Merry Edwards 2009 Russian River Valley Pinot Noir Meredith Estate Méthode à Lancienne

Uma das primeiras winemakers mulheres da Califórnia, Merry Edwards começou a sua carreira em 1974 e teve passagens pelas vinícolas Mount Eden e Matanzas Creek. Dedesenvolveu trabalhos em diversas vinícolas na Califórnia e no Oregon. Em 1997 fundou a vinícola Merry Edwards com foco na produção de Pinot Noir no vale do Russian River em Sonoma. Com aromas intensos e complexos de pimenta, amora, ameixa e florais como rosas e violeta. Toques de tabaco e baunilha. Na boca é persistente com taninos redondos e boa acidez. Balanceado e estruturado. Um Pinot Noir diferente e surpreendente. Ótima opção e excelente experiência.

Aloxe-Corton 1er Cru Les Fournières Domaine Tollot-Beaut 2010

Um Pinot Noir clássico. Aveludado com balanceamento perfeito. Aromas intensos e frutados de cereja e amora. Na boca é harmônico com toques de cogumelos.  Taninos redondos e final longo. Um 1 er  Cru que dispensa comentários. Uma opção clássica e sem erro de que será um bom vinho.

Château Ramon Monbazillac 2009

Monbazillac é uma cidade no sudoeste da França, que fica na margem esquerda do rio Dordogne, onde se produz vinhos doces. A appellation de Monbazillac cobre quase 2.000 hectares de vinhedos. São vendidos como Monbazillac apenas as uvas afetadas pela Botrytis, as não afetadas são vendidas como Bergerac (a cidade ao lado). Os vinhedos da área são de Sémillion, Sauvignon Blanc e Moscatel e são vinhos bem similares aos Sauternes. Na verdade, a diferença está na utilização da Moscatel no corte em Monbazillac. O Château Ramon Monbazillac 2009 é de coloração palha e bastante cristalino. Os aromas são cítricos de limão siciliano e maracujá com toques florais. É doce, de bom frescor e bem equilibrado.

 




17 de agosto de 2014
CLOS DE TAPAS

 

CLos de tapas

Inaugurado em 2011 foi uma aposta do restauranteur Marcelo Fernandes, que já acertou no Kinoshita. O conceito ibérico com toques mediterrâneos e regionais são a marca da casa. Cozinha de alta qualidade, premiada como a melhor de sua categoria em 2012 pela edição “Comer & Beber”.

Há quem diga que em time que está ganhando não se mexe, mas por aqui a coisa não é bem assim. Desde o início do ano a brilhante chef Ligia Karazawa foi substituída pela dupla Juca Duarte e Julian Rigo, da Argentina. Ligia, que estava no comando desde a sua fundação, criou um cardápio em pas-de-deux com o espanhol Raúl Jiménez García (inclusive era o seu marido na época) que em seguida deixou a casa, deixando para Ligia o comando total da cozinha que trouxe ainda inovações com insumos brasileiros sem abandonar a base espanhola.
A identidade da casa foi criada como fruto dos 13 anos de experiência da chef na Europa, onde se formou pela Escola Hoffman-Arnadi de Hotelaria em Barcelona e comandou casas estreladas pelo guia Michelin como Casa Marcial, Mugaritz e El Racó de Can Fabes, depois de estagiar nos famosos El Celler de Can Roca e El Bulli.
Desde a saída da Ligia, o Clos de Tapas vem buscando reformulação e a criação de uma nova identidade, mas a missão da nova dupla é bem difícil.
Os novos chefs renovaram o cardápio e mostram que podem comandar juntos, mas ainda vivem na sobra da antiga Chef. As boas receitas do dueto podem ser saboreadas isoladamente ou também em dois menus degustação, um com quatro sugestões (R$ 130,00) e o outro em oito etapas (R$ 180,00).

Clos de tapas

 

Sorte a nova dupla, mas ainda sinto saudades da Ligia Karazawa.




17 de agosto de 2014
THE FMC CHENIN BLANC

Chenin blanc

 

Chenin Blanc, que também é conhecida como Pineau de la Loire, é uma variedade de uva branca de origem do Vale do Loire, na França. A Chenin Blanc vem crescendo em popularidade por conta dos vinhedos da África do Sul que a adotaram e a produzem mais seca, já que no Vale do Loire ela é mais doce. Aliás, a África do Sul é o maior produtor de Chenin Blanc do mundo.

The FMC 2009 é um vinho complexo que apresenta aromas cítricos, de amêndoa e de mel. Produzido de vinhas plantadas em 1967, este vinho traz ao palato grande harmonia. Um vinho muito elegante e de grande frescor. The FMC é uma expressão do Chenin Blanc da África do Sul.




17 de agosto de 2014
MILCAMPOS VIÑAS VIEJAS 2012

 

Milcampos

Muito bem pontuado por Robert Parker nas safras 2009 (92 pontos) e 2010 (94 pontos) unido ao ótimo custo-beneficio, considerando que uma garrafa custa ao redor de R$60, faz do Milcampos 2012 um vinho cheio de expectativas. Aliás, um sonho, pois são raros no Brasil os vinhos de R$60 com 94 pontos.

Mas posso dizer que o sonho acabou. Os 94 pontos de 2010 ficaram no passado. Parker ainda não tomou o 2012, mas certamente não repetirá a nota com pontos tão expressivos.

Produzido a partir de uvas provenientes de vinhas com mais de 80 anos em Ribera Del Duero e envelhecido 10 meses e carvalho americano e húngaro, é um vinho tímido, ou pouco intenso, nos aromas de frutas vermelhas escuras, tabaco, especiarias e tostado. Na boca é saboroso, mas a acidez sobressai um pouco e tira o balanceamento deste vinho.

Mas quem sabe se dermos um tempo para ele as coisas não melhoram? Vamos aguardar! Ou talvez as expectativas sejam muito altas por conta do histórico. De qualquer forma, podemos ao menos dizer que é um vinho acessível de bom custo-benéfico, já que oferece o suficiente pelo preço pago. Mas não tem milagre!!!