28 de março de 2015
DEGUSTAÇÃO – PORTUGAL, BRASIL E ALEMANHA

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PERA MANCA BRANCO 2012

O Pêra-Manca branco foi produzido pela primeira vez em 1990 e é a marca que a Adega Cartuxa destina aos seus vinhos especiais. Produzido a partir de uma seleção das castas Antão Vaz e Arinto. A safra 2012 tem aroma frutado com notas minerais e de mel. Bastante frescor e boa acidez com um final persistente. Sempre uma boa opção!

 

COLLECTOR BLANC DE NOIR 2013

Este espumante de Campos de Cima da Serra com 100% de Pinot Noir é uma grata surpresa. Elegante na perlage e de ótima acidez. No nariz aromas de amêndoas e de fermento. No boca tem frescor e também um final mineral persistente. Harmônica e bem balanceada. Uma ótima opção! Orgulho do nosso Brasil e da enóloga Paula Guerra Schenato.

 

WEINHOF SCHEU PINOT NOIR 2009

Spätburgunder (SHPAYT-bur-GUHN-der). Este e o nome para o pinot noir alemão. Mas, a verdade é que a maioria das pessoas se quer sabe que a Alemanha produz vinhos tintos e muito mesmo que produz Pinot Noir. De fato, é muito difícil acha-los nas wine shops e são muito pouco divulgados. Mesmos em restaurantes alemães eles são raros, mas a realidade é que os spätburgunders existem e são de boa qualidade. O WEINHOF SCHEU PINOT NOIR 2009 é um vinho de média intensidade com aroma floral, de cereja e um pouco terroso. Na boca a presença de frutas vermelhas, cereja e toques minerais. De médio corpo com tatinos leves. Vale a experiência de degustar um spätburgunder.




27 de março de 2015
LE PIGEONNIER CHÂTEAU LAGRÉZETTE 2001
Categorias: Cahors, França, Malbec, Vinho, Wine

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Um vinho de prestígio 100% Malbec que não vem de Mendoza. E pra quem não sabe, embora seja um ícone argentino, Malbec é nativa do ‘Sud-Ouest’, na França. Mais especificamente, de Cahors e seus arredores, onde a Malbec também é conhecida como Côt e Auxerrois. Na AOC Cahors, o vinho deve ser constituído com no mínimo 70% de Malbec, sendo os outros 30% composto pela aveludada Merlot e pela rústica Tannat. É a única appellation da França que não usa Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc.
Le Pigeonnier é um vinho longevo que pode ser guardado há longa data e que se aprimora mais e mais com o tempo. Tem estimativa de guarda de 2 décadas. Produzido a partir de vinhas com mais de 25 anos de idade. A safra 2001 é a mais pontuada e recebeu 95 pts de Parker e 94 pts WS.
Cor
Púrpura profundo.
Aroma
Sofisticado e complexo. Aromas de frutas vermelhas escuras com notas de baunilha e alcaçuz. Especiarias também são presentes. Bastante intenso.
Palato
Balanceado, elegante e muito bem estruturado. Taninos presentes e integrados. Notas de madeiras se misturam com frutas vermelhas e tamarindo. Um vinho com final tânico e persistente.
Um vinho que vale muito a experiência. Se tiver a oportunidade não deixe de degusta-lo.



21 de março de 2015
MIYA RESTAUTANTE

 

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O Miya continua entre os meus restaurantes preferidos de São Paulo. Aqui mesmo já escrevi outras 2 vezes sobre e nesta minha última  passagem não podia deixar de registrar novamente. Desta vez a opção foi pelo menu degustação, que foi preparado pelo sempre excelente chef Flavio Miyamura sob a demanda da competente sommelier Gabriela Bigarelli, que em posse dos vinhos selecionados montou a harmonização com os pratos. Tudo perfeito! Pratos e harmonização.

O Menu:

Começamos com o Terrine de Foie Gras com Doce de Leite e na sequência Tempurá de Lula com Confit de Tomate e Limão Siciliano. Ambos harmonizados com um Spier Creative Block 2013, Sauvignon Blanc – Sémillon sul africano. Os sabores do doce de leite com o foie são surpreendentemente complementares e este conjunto forma um prato leve. A lula saborosíssima! E pra fechar, o Spier Criative Block harmonizou perfeitamente complementando e valorizando os sabores dos pratos.

Dando continuidade ao menu que já havia começado também, degustamos um Atum com Algas e Maionese de Wassabi e Tortilha e também um Arroz de Pato com Endamame. A combinação do atum estava simplesmente maravilhosa e o arroz de pato muito cremoso. Ambos muito bem preparados pelo chef que mostrou nestes 2 pratos grande técnica. Aliás o Atum foi o ponto alto do menu. Este fusion nipo-mexicano de fato agradou muito. E na harmonização um  Miraval Provence 2012. Um rosé premiado e produzido por gente famosa, mas estes detalhes ficam para um outro post. O Miraval foi um vinho que surpreendeu e trouxe um frescor e sabores na boca que complementou os sabores do atum e quebrou a gordura do pato. Demais!!!

E pra finalizar o menu, Costela de Boi Braseada com Daikon e Batata Doce e Barriga de Porco com Purê de Castanhas Potuguesas. Ambos pratos com carne bastante macia e cheia de sabores. O conjunto da carne com os ingradientes doces nestes pratos formam sabores bem marcantes. Quanto aos vinhos, a costela foi harmonizada com um Bordeaux Claremdelle 2005 e a barriga comum Brunello Di Montalcino Col D’Orcia 2005. Bons vinhos, bons pratos e ótima harmonização.

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Encerrando os “trabalhos”, ainda degustamos uma torta de amêndoas com geleia de morango harmonizado com um Sauternes. Um grande final. Ah! E ainda uma pipoca caramelizada pra acompanhar o chazinho de hortelã.

 

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Ótima experiência e parabéns aos mestres, ao chef Flavio Miyamura e a sommelier Gabriela Bigarelli que construíram este menu com mastreia.




21 de março de 2015
COLLECTOR BLANC DE NOIR 2013 – ARACURI

 

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Este espumante de Campos de Cima da Serra com 100% de Pinot Noir é uma grata surpresa. Elegante na perlage e de ótima acidez. No nariz aromas de amêndoas e de fermento. No boca tem frescor e também um final mineral persistente. Harmônica e bem balanceada. Uma ótima opção! Orgulho do nosso Brasil e da enóloga Paula Guerra Schenato.




8 de março de 2015
NAOUSSA BOUTARI 2009

 

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A vinícola Boutari em Naoussa, ao norte da Grécia, produz os seus vinhos com 100% de Xinomavro, uma variedade nativa grega. Trate-se do primeiro vinho disponível em garrafa na Grécia (1879) assim como o #1 em venda entre os gregos.

Xinomavro, TZEE-NOH-MAH-VROH, significa “ácido negro” e tem entre as suas características a cor escura e acidez destacada.

Produzido com Xinomavro de vinhedos com 35 anos e envelhecido 3 anos em barricas de carvalho francês além de 2 anos em garrafa. Um vinho com aromas de cereja, um pouco spicy, canela e cedro. Médio corpo com acides balanceado. Uma boa experiência pra quem gosta de vinho e, principalmente, pra quem gosta de expandir os conhecimentos em enologia.